Dia 9

Dia 9: Morro do Pilar – Itambé do Mato Dentro

Por Rafael José Rorato
Adicionado ao site em 27/11/2015
Modificado pela última vez em 04/01/2016 às 19:53

Acordo, me arrumo, tomo o café da manhã e recolho as roupas do varal. Esse é o quarto trecho de caminhada no qual possuo uma extensão a vencer superior a 30km. Psicologicamente, estava automaticamente transpondo os medos, receios e neuroses dessa extensão. Cruzo também com uma antiga fazenda colonial.

Como benção, o sol somente surgiu pelas 10h30. Muitas subidas e tensão em obter água. Caminho, caminho e não há relativamente nenhum local para obter água, pois se trata de ambiente rural ermo sem moradias próximas. Estava literalmente preocupado com isso. Até que, em certo ponto, observo sobre um morrinho pedregoso uma caixa d’água. A estrada circunscrevia o morrinho até que achei a entrada, antes de um mata-burro. Comecei a torcer agora para que a caixa de água não fosse fechada e travada com sistema de parafuso e porca. Boas vibrações atendidas: a tampa da caixa era encaixada por pressão. Consigo removê-la e a água estava visualmente e em condições de odor factíveis para ingeri-la. Bem, acabei tomando 1L de água no local e carreguei comigo mais 500mL. Pelos menos não passei mal e não me ocorreu nenhum desarranjo. Do local, observo no horizonte uma bela bocaina entre a serra.

Avisto a cidade de Itambé do Mato Dentro e o receptor GPS indica necessidade de circunscrever um morro para entrar na cidade, o que por alto totalizava uns 3km. Percebi que tinha uma rua bem íngreme, que pela lógica, desceria na cidade. Com fortes dores nos dois pés, resolvi pegar esse atalho. A descida era extremamente íngreme e fazia uma considerável pressão nos joelhos. Quando chego ao fim da rua saio em frente à Pousada Lava Pés, que estava no guia de cicloturismo do Marconi.

Nessa mesma cidade, havia uma indicação do Ângelo em não se hospedar no Hotel Estrela. Como estava extremamente cansado e dolorido, não tive ânimo para buscar outra hospedagem. Resolvi me hospedar mesmo com a diária a R$120. Essa foi a mais cara de toda a viagem. Qualidade dos quartos e do café da manhã ótimos, mas fora do padrão orçamentário para um caminhante da Estrada Real. Fiz o check-in, lavei os Ecoheads, porém as roupas íntimas e a camisa ficaram para depois. Banho demorado.

Saio para o supermercado me arrastando com as bolhas nos pés. Compro bananas e laranjas. A única opção de restaurante para jantar era o Hotel Estrela. Chego bem cedo e demorou algum tempo para servirem a comida. O local encheu de gente e ainda ocorreu um apagão de energia elétrica. Pelo menos não havia nenhuma hipótese de ficar sem a tão esperada comida. A mesma veio. Comida simples e acompanhada com um belo luar. Acabei dividindo a mesa com dois operários que trabalham na pavimentação da Estrada Real.

Retorno para a pousada e às 20h30 para me deitar.

 

9o dia

Caminho dos Diamantes
09/setembro/2014
36,47 km percorridos
Localidades
21-itambe-do-mato-dentro Clique para ampliar

Downloads
KML GPX

Todos os trechos

Acesse abaixo todos os trechos que já percorri na Estrada Real.

Caminho dos Diamantes
Caminho Velho


Trechos relacionados

Minhas refeições

  • Restaurante Hotel Estrela

Meu pernoite

  • Pousada do Vovô Juca
  • Pousada Lava Pés
  • Pousada Portal do Itambé
  • Pousada da Ruth

Selfies e pessoas que encontrei

  • Torturantes últimos 5km
  • Descanso
  • Gestora e faz tudo

Galeria no Panoramio


Fotografias