Dia 57

Dia 57: Mato Limpo

Por Rafael José Rorato
Adicionado ao site em 07/12/2015
Modificado pela última vez em 04/01/2016 às 20:38

Acordo cedo, percebo que o tempo está firme e preparo o meu café da manhã. Pego somente a mochila de hidratação, o receptor GPS e a máquina fotográfica. Sigo o rumo para a Pedra da Macela.

A estradinha é muito bela, com várias araucárias e barbas de bode coabitando nos galhos das mesmas. Pequenas propriedades rurais com cavalos e vacas leiteiras. Vejo até um terneiro recém-parido em um curral. Noto que um pedaço da placenta fica pendurado na traseira da vaca. Quando volto do passeio, vejo que a placenta está ainda pendurada. Risco de infecção? Bem-estar animal? Imagina! Para quê? Passo pelo acesso a cervejaria, mas aborto a ideia de visita.

Ocorre-me uma pequena lembrança de memórias da minha travessia no Parque Nacional de São Joaquim, em Urubici, Santa Catarina. Altura, perto do mar, no período de primavera e verão: neblina. Torço para que o tempo bom aqui na parte baixa fosse igual na Pedra da Macela.

Passo pelo portão da área de preservação e começo a subir, subir e subir. Avisto dois belos cavalos a pastar. Muita carqueja na beira da estrada. Infelizmente, a neblina encobre tudo. Chego ao local, com torres de comunicação e retransmissão instaladas, e tomo o rumo indicado pelas placas ao local do belvedere. Não avisto nada além da neblina. Em silêncio, percebo os ruídos urbanos oriundos de Paraty.

Não me arrisco a ficar muito tempo, temendo chuva. Sigo o caminho da volta.

Fora da área da reserva, avisto uma VW Kombi escolar e lembro-me da cena do “amor sertaneja”. Aproveito e peço uma carona até a lanchonete do “pão com linguiça” na SP-171. No percurso, converso com os alunos sobre temática histórica e política contemporânea.

Agradeço a carona e vejo que a lanchonete está fechada. Avisto pessoas em uma janela e peço uma ajuda. Uma senhora me atende, abre as portas do comércio para eu entrar. Peço dois sanduiches. Um para viagem, outro para comer no local. Compro macarrão e sardinha para o jantar. Sigo de volta para a Casa da Flor da Macela.

Abrigado em casa, faço a janta à noite e coloco-me a descansar.

57o dia

Caminho Velho
27/outubro/2014
14,65 km percorridos
Localidades
  • Mato Limpo

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