Dia 46

Dia 46: Santana do Capivari – Itamonte – Itanhandu

Por Rafael José Rorato
Adicionado ao site em 03/12/2015
Modificado pela última vez em 04/01/2016 às 20:27

Acordo cheio de amor pelo amigo pavão!

Tomo meu café da manhã e preparo o sanduiche extra para a viagem.

Estava na expectativa em rever e relembrar as cidades de Itamonte e Itanhandu. Em 1999 fiz uma viagem rápida e insana com um tio e primo, vindos de Curitiba, para comprar queijo. Infelizmente eu não tenho memória fotográfica dessa antiga viagem. Também estive mais na área rural. Somente chegando nelas que poderei ver se algo poderá despertar as minhas lembranças.

Parto para a estrada e adentro-me por um caminho rural. Em alguns quilômetros da cidade, avisto um haras indicado nas planilhas do Instituto Estrada Real. Sigo mais alguns quilômetros, até fazer uma conversão à direita. Após um quilômetro, avisto algo surreal e novo para mim. Uma grande granja de galinhas poedeiras. Nas proximidades, o cheiro de amônia é forte e me fez lembrar da minha terra, em Santa Catariana. Somente aqui as penáceas são “confinadas” para ovos; lá o “confinamento” é para o abate. Ambas são cruéis pela “massificação” e a “velocidade do fluxo do processo”.

Sigo pelo caminho até sair novamente na rodovia e chegar em Itamonte. Paro em um posto de combustível para carimbar o passaporte. Acabo conhecendo um cliente do posto, que é empresário do setor de calçados de EPI na cidade. Até que enfim, depois de tempos, uma conversa boa. Ops! Prosa boa! Infelizmente não memorizei ou anotei o nome. Ele fica confuso com minha explicação do caminho que fiz, entre Santana do Capivari até aqui. Depois no Google Earth percebi que é uma volta “exótica”.

Na conversa, ele fica admirado pela minha caminhada. Conversamos sobre política, economia e Minas Gerais. Comento com ele da minha vinda aqui há anos e meu contato com um revendedor de queijos do pessoal da região. Depois de um bom tempo investido, sigo o meu rumo.

Infelizmente não recordei nada. A cidade é linear, desenvolvida ao longo da BR-354. Não percebi nada que me chamasse a atenção na área urbana. Sigo meu rumo. No caminho ao destino final, o mosquetão do aparelho receptor GPS quebra. Tenho uma bela subida em frente. Subo, subo e subo. E a vista é fantástica. Um fusquinha passa por mim todo imponente. Não canso em dizer que a visão é belíssima. E percebam que aqui não é nem a grande Serra da Mantiqueira. Desço, desço e desço. Passo por outra granja de galinhas poedeiras e adentro-me a cidade de Itanhandu.

Nas primeiras ruas que caminho não chego a nenhuma conclusão. Coloco-me a buscar alguma loja de artigos agropecuários ou de construção para comprar um mosquetão. Na segunda loja de artigos desse segmento, encontro um mosquetão não adequado, mas que consegui fazer uma adaptação. Dessa loja, percebo que a cidade seria bem interessante no aspecto arquitetônico.

Peço uma indicação de hospedagem. E, próximo, chego ao Hotel Terra Sul. Ótimo custo-benefício. Pego um quarto e resolvo lavar roupas. Após, sigo a rotina do city tour. A cidade apresenta uma arquitetura surpreendente, de uma outra época, século XIX e início do XX. Casas, casarões, edifícios, igreja, estação de trem e demais detalhes. Disparo meus cliques em vários objetos de foco. Percebo que a pequena cidade tem um trânsito dos infernos. Fico a perambular e a vadiar pela cidade.

À noite, janto uma bela truta em um restaurante próximo ao hotel. Uma cerveja e uma boa prosa com um casal paulistano, agora moradores da região. Retorno ao hotel um tanto quanto tarde e vou dormir.

46o dia

Caminho Velho
16/outubro/2014
26,07 km percorridos
Localidades
139-itanhandu Clique para ampliar

Downloads
KML GPX

Todos os trechos

Acesse abaixo todos os trechos que já percorri na Estrada Real.

Caminho dos Diamantes
Caminho Velho

Minhas refeições

  • Julianos Restaurante e Pizzaria

Meu pernoite

  • Pousada O Caipira
  • Hotel Terra Sul

Selfies e pessoas que encontrei

  • Carimbo da ER e um bom bate papo

Galeria no Panoramio


Fotografias