Dia 45

Dia 45: São Lourenço – Pouso Alto – São Sebastião do Rio Verde – Santana do Capivari

Por Rafael José Rorato
Adicionado ao site em 03/12/2015
Modificado pela última vez em 11/04/2016 às 23:58

Acordo cedo, recolho as roupas e tomo o café da manhã. Comparado à hospedagem em Caxambu, o café aqui está bem melhor.

Parto então passando por hotéis, chegando assim até a rodoviária e o portal da cidade. Entro em uma estrada não pavimentada que acompanha o vale do Rio Verde. Nesse mesmo vale, há uma via férrea, onde avisto uma bela ponte ferroviária. Parada para fotos.

Hoje a caminhada foi marcada pela presença da maternidade animal e os filhotes. Avisto égua com seu potro de dois ou no máximo três dias de vida. Antes da ponte ferroviária, uma cachorrinha latia muito, chamando o filhote que estava distante. O pequeno, a uma certa distância, estava com o rumo perdido. Resolvi ajudar. Peguei o filhote e dei uma carona até a mamãe. Mantendo-se no tema, mas adiantando o passo, nas proximidades de Santana do Capivari foi a vez de uma galinha e seus dois pequenos filhotes. É a vida que se renova sempre!

Seguindo o caminho, me afasto da área mais próxima ao leito do rio e volto a me aproximar da rodovia, mas sem precisar andar na pista pavimentada. Chego então ao Recanto dos Carvalhos. Adentro-me ao local e dirijo-me a uma área onde servem o café e lanches. No balcão acabo conversando com uma atendente, explicando que tinha planos em ficar no local, mas sem jantar, impossível. Acabei tomando três copos de suco de maracujá e um de café. Vejo os brasões de grupos de motociclistas, fotos de encontros de grupos de motorhomes e até uma confraternização Maçônica. Quebro minha inércia e volto ao caminho.

Sigo por um ambiente totalmente rural até parar em uma lanchonete na beira da estrada, próximo à entrada de Pouso Alto. Umas estátuas e bonecos grandes na área de fora. Uma decoração interessante. O café não estava bom. Tomei dois copos de caldo de cana. O radiador fervendo! A sede não me deixava.

Sigo para a parte central da pequena cidade. Aqui volto a avistar a arquitetura colonial em alguns casarões. Passo pela igreja e desço por uma rua onde passo por uma grande construção histórica e saio na praça central. Paro em um mercadinho, compro um isotônico e sento-me no degrau do comércio. Observo um pouco do movimento. Um caminhão carregado de açúcar traz uma entrega ao mercadinho. Converso um pouco com o pessoal do caminhão. Pela rota, um deles falou que iria passar pela cidade natal – Itamonte. Dou adeus e desejo bom trabalho, eles retribuem desejando boa viagem.

Tiro mais algumas fotos de casarios e uns curiosos me observam. Após atravessar a BR-354 que corta a cidade, paro em uma farmácia para comprar um desodorante. A proprietária tinha uma beleza singela. A mancha urbana da cidade não se dissipa e logo atravesso novamente o Rio Verde, chegando assim à cidade de São Sebastião do Rio Verde. Paro na praça central para tirar fotos de uns casarões e da igreja matriz. Sigo o caminho.

O vento estava forte. Primeiramente, passo por um trecho pavimentado. Logo após, volto à estrada empoeirada. Chego até um lugarejo, denominado Bairro do Bom Retiro. Lá invado a antiga estação da ferrovia para fotos. Muita cautela, pois percebi que há habitantes na edificação. Também encontro algumas casas interessantes pelo caminho. Faço uma reflexão: nessas últimas cidades, não fiz amigo nenhum. Nada de conversa rentável.

Pelo caminho ao longe, avisto um conjunto de montanhas. É a Serra da Mantiqueira. Nesse mesmo caminho vejo uma bela fazenda de gado leiteiro, a qual oferece mais qualidade de vida às vacas, comparado ao trato convencional. Árvores para sombra, pastagem verdinha fruto de irrigação e curral com escova massageadora e ventiladores.

Após, avisto outra estação ferroviária e chego ao distrito de Santana do Capivari. Paro em uma padaria, lancho um misto quente e café. Pergunto informações sobre hospedagem. Indicam a Pousada O Caipira.

Chalés e um tanque para lavar roupas. Até piscina tinha e aproveito para um mergulho, obviamente após o serviço doméstico. De dentro da piscina avisto no telhado de uma construção um morador ilustre: um pavão.

Descobri que ele não tem só uma plumagem de chamar a atenção. Ele tem um canto bem forte. Saio para jantar em um restaurante em um posto de combustíveis. Volto para a pousada e o ilustre morador cantou a noite toda.

45o dia

Caminho Velho
15/outubro/2014
31,30 km percorridos
Localidades
137-santana-do-capivari Clique para ampliar

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Todos os trechos

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Caminho dos Diamantes
Caminho Velho

Meu pernoite

  • Pousada Terra das Águas
  • Recanto dos Carvalhos
  • Pousada O Caipira

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