Dia 35

Dia 35: Tiradentes – Santa Cruz de Minas – São João del Rei

Por Rafael José Rorato
Adicionado ao site em 02/12/2015
Modificado pela última vez em 11/04/2016 às 23:05

Hoje é dia de eleições. Tomo um ótimo café da manhã e procuro uma sessão eleitoral. Informaram-me que para a justificativa, o local é uma sala no Largo das Forras. Feito o ato, retorno ao hotel para pegar minhas coisas.

Saio para uma última caminhada por Tiradentes. Pelas 11h30 sigo o rumo para São João del Rei, numa curta viagem. Passo pela entrada da Serra de São José e pela cidade de Santa Cruz de Minas. Possivelmente no bairro de Matozinhos avisto uma placa de um restaurante que tinha notada no dia anterior pela janela do trem. Tanto ontem como hoje, lotado. Resolvi parar lá para almoçar, pois era um boteco simples, lotado e com muita gente; sinônimo de comida boa. Resultado: torresmo com jiló e angu de entrada; prato principal frango com mandioca. Sobrou comida.

A festa da comilança está acabando. Coloquei na minha cabeça que depois até Paraty terei que me conter. Sigo arrastando-me para a Pousada Estação do Trem. Faço o check-in e tomo um banho. Sigo à procura da Secretaria de Turismo (anexo a Biblioteca Municipal, Rua da Prata) para carimbar o passaporte e após perambular pela cidade. Enquanto esperava a atendente descobrir onde estavam escondidos o registro e o carimbo do Instituto Estrada Real, fico a conversar com duas senhoras paulistanas que estavam no local. Após o carimbo, a simpática atendente nos mostrou uma peça histórica muito interessante: o Braço da Balança de Pesagem do Quinto do Ouro, usada para aferir o que deveria ser pago de tributos ao governo imperial.

Sigo meu rumo, guiado por um mapa turístico da cidade, sentido a rua do Córrego do Lenheiros. Antes de chegar, descubro um local aberto para um café expresso. Converso um pouco com a jovem atendente, misto de simpatia e timidez. Talvez seja um mecanismo de defesa para forasteiros. Tento extrair dela a percepção da cidade. Como jovem, humilde e num extrato sociocultural diferente, fico curioso em descobrir os valores que ela atribui ao habitar a histórica São João del Rei. Paralelamente, observo um jovem casal de namorados, recém-adentrados a cafeteria. Na opinião da atendente:

“Morar aqui é calmo. Relativamente sem stress e violência. Apesar de haver algumas festas boas, a cidade não oferece muito o que fazer.”

Continuamos a conversar. Expliquei-lhe sobre minha viagem. Comentou ela que passaria próximo a localidade aonde a família ainda reside – Capela do Jaguara, entre São Sebastião da Vitória e Caquende. Pago minha conta e sigo minha caminhada exploratória pela cidade. Passo pelo largo da Igreja de N. S. do Rosário e sigo rumo Igreja de N. S. do Pilar. Passo pelo Solar dos Neves. Depois, sigo para a Igreja de N. S. do Carmo, onde ocorria uma missa. Aproveito para deslumbrar-me com o por do sol e a bela visão da cidade, na Igreja de N. S. das Mercês. Retorno para a pousada para descanso.

35o dia

Caminho Velho
05/outubro/2014
13,96 km percorridos
Localidades
img_3027 Clique para ampliar

Downloads
KML GPX

Todos os trechos

Acesse abaixo todos os trechos que já percorri na Estrada Real.

Caminho dos Diamantes
Caminho Velho


Trechos relacionados

  • Dia 36: São João del Rei +

    Hoje o dia é para aproveitar a cidade. Segunda-feira poderei observar o ritmo da cidade com os próprios moradores e menos turistas pelas ruas. Após o café da manhã sigo o mapa. Entro na Igreja de N. S. do [...]

    Leia mais

Minhas refeições

  • Bar do Agostinho

Meu pernoite

  • Pousada Estação do Trem

Selfies e pessoas que encontrei

  • Braço da Balança de Pesagem do Quinto do Ouro