Dia 28

Dia 28: São Brás de Suaçuí – Entre Rios de Minas

Por Rafael José Rorato
Adicionado ao site em 30/11/2015
Modificado pela última vez em 13/04/2016 às 21:01

Acordo destruído pela noite mal dormida.

Recolho minhas roupas no varal da lavanderia. Tomo o meu café da manhã e pego o sanduiche extra para a viagem. Volto para o quarto, escovo os dentes, fecho a mochila e sigo viagem.

Nesse trecho me deparei com várias situações de fobia: muitos mata-burros com altura e extensão considerável. Não deveria publicar isso, mas quem é perfeito? Em todos esses assustadores mata-burros eu atravessei engatinhando. Lembrei-me do primeiro trekking na minha vida, pela linha férrea entre Marcelino Ramos (RS) a Piratuba (SC). Não tenho equilíbrio psicológico para altura sem estar preso a algo. Fiquei tenso e a adrenalina alta por todo o caminho.

O calor estava forte, mas a topografia mais amena. Praticamente, todo o relevo é plano após Ouro Preto. Literalmente, o Caminho dos Diamantes é difícil. Ou talvez estava com o corpo mais habituado ao esforço? Quem sabe? Imagens da natureza, mais precisamente, de animais, foram os presentes. Tucanos, vacas e bois curiosos e simpáticos. Um cavalo feliz a banhar-se em um açude nas proximidades de Entre Rio de Minas.

Era domingo. Parei em um bar para tomar um isotônico e obter informações sobre hospedagem. Basicamente me olharam estranho ao entrar. Depois todos relaxaram. Indicaram um lugar, mas meio idiotizado pelo sol, não me recordo.

Pego novas informações com um casal na rua. Indicaram um lugar, que ao chegar lá, não havia vagas. Não acreditei muito na expressão do proprietário. Perambulo por alguns estabelecimentos e estão todos fechados. É domingo. Até mesmo os hotéis fecham no domingo. É mole?

Pego outra informação numa farmácia. A dica dada também não deu certo. Estava irritado. Para piorar, meu crédito do celular acabou. Procuro uma agência do Banco do Brasil. Ao sair de lá, vejo uma pessoa entrando numa perua. Pergunto se ele indica alguma hospedagem. Ele me leva (aceito a carona) a poucos quarteirões da agência, para a Pousada das Pedras, dos pais de um amigo dele. A portaria fechada. Tocamos a campainha e nada. Pensei:

“Hoje é o meu dia!”

Logo após surge a Fernanda, abrindo a porta. Faço o check-in e nesse mesmo local carimbo o meu passaporte. Opto em ficar dois dias para descansar bem. Quarto e wi-fi bons. Consigo emprestado o tanque e vou lavar roupas. À noite resolvo perambular pela cidade, observando o movimento de domingo e jantar algo. Pelo horário que fui, estava rolando a missa, e a cidade estava mais calma. Escolho um bar/restaurante ao lado da igreja. Ao término da cerimônia, o restaurante lota.

O garçom conversa comigo, dizendo que gosta de rock. Viu o meu estilo cabeludo com barba e tocou nesse assunto. Observo as famílias e os casais de namorados. A rotina de cidade pequena talvez seja boa para viver momentaneamente, mas não por uma vida toda. Bate uma depressão básica de domingo, me despeço do meu amigo roqueiro e planejo me esconder no quarto do hotel.

Ao chegar, está na portaria o casal proprietário da pousada. Muito simpáticos. Os artistas famosos do sertanejo, tal como o Sérgio Reis e o Milionário e José Rico se hospedaram lá. Os do “sertanojo” também.

Exponho ao casal minha dúvida cruel sobre Casa Grande e obtenho uma informação, que foi a bênção da noite. Há hospedagem por lá. Ficaram de providenciar-me maiores detalhes no dia seguinte.

Após essa boa nova, consigo executar o meu plano anterior de me esconder no quarto.

28o dia

Caminho Velho
28/setembro/2014
23,63 km percorridos
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