Dia 27

Dia 27: Congonhas – Alto Maranhão – São Brás de Suaçuí

Por Rafael José Rorato
Adicionado ao site em 29/11/2015
Modificado pela última vez em 11/04/2016 às 22:12

Rotina básica ao acordar: tomar café, arrumar as tralhas e partir.

Antes de pegar a estrada, concluo o city tour por Congonhas. Agora o objetivo é o atrativo principal da cidade: as obras de Aleijadinho. Passo pela rua central da prefeitura e tomo rumo à esquerda, subindo uma rica rua de casarios históricos. Saio aos pés do complexo das Capelas dos Passos da Paixão, Igreja de Bom Jesus de Matozinhos e Os Profetas. Subo por uma rua lateral aonde há comércio de artesanato. Passo na Igreja primeiramente, tirando fotos dos profetas. Depois desço e visito as capelas.

A obra do Aleijadinho é riquíssima. As imagens aparentam terem vida. Típico local que sempre deverá ter vigilância 24h, evitando furto ou alguma trupe evangélica alucinada com marretas querendo destruir tudo. Parto de Congonhas, deixando a linha urbana para trás.

Era sábado. Pessoas nos bares a beber pela manhã. Em plena crise hídrica, mulheres lavando calçada com mangueira. “Eita mundão!!”

O deslocamento até Alto Maranhão foi tranquilo. Ao chegar, estava com preguiça de explorar o local, procurando assim a igreja ou casarios antigos. Paro dentro da comunidade mesmo, para um breve descanso e para comer algo. Observo um homem na rua e pergunto aonde conseguiria conseguir água. Ele também era forasteiro. Adentro-me a uma rua e vejo um senhor a trabalhar em frente à residência. Era o Sr. José. Seco duas jarras de água e conversamos um bocado. Conheço também o filho do anfitrião.

Sigo por uma região rural sem muito o que chamar a atenção. A uns 5 ou 6km antes de São Brás de Suaçuí cruzo por uma trilha possível somente para caminhantes, cicloturistas e cavaleiros. Essa trilha é abraçada por uma mata. Respiro um ar “menos seco”. Pena que o que é bom dura pouco.

Saio em uma área aberta e que, aos poucos, sobe um morro atrás do loteamento de um condomínio. Quando a via que caminho se aproxima com a rodovia, percebo um grande hotel. Uns dois blocos de quatro ou cinco andares. O estacionamento vazio. Típico lugar que oferece diárias altas, mas mesmo assim resolvi arriscar.

Entro no local e sou bem recebido, mesmo com uma cara de “não hóspede padrão”. Converso um pouco com a administradora contando-lhe o que estou a fazer. Ela ficou admirada, basicamente. Ela me oferece água, gentilmente. Eu pedi café. Fui ao bar e tomei duas xícaras, conversando com as demais funcionárias. A diária era alta. Ela indicou uma outra hospedagem no centro. Sigo o meu rumo. Encontro uma opção, mas muito tosca, com quartos fedendo a mofo e divisórias sem muito isolamento acústico.

Atravesso a rodovia encontro o Hotel Muralha. Fui bem recebido e me mostraram um dormitório bom e barato. Perguntei se era possível emprestar o tanque para lavar roupas. A resposta foi positiva. Aos fundos, muitos outros blocos e quartos. Literalmente o hotel é muito grande. Lavo minhas roupas e as penduro em um varal coberto. A noite toda secaria tranquilamente.

Com banho tomado, resolvo dar uma volta pela cidade. Ela é linear, acompanhando a rodovia BR-383. Tiro fotos da Igreja Matriz de São Brás e de vários casarios. Paro em uma padaria para comer um lanche: um café e pão de queijo bizarros. Nem parece que estou em Minas Gerais.

Retorno ao hotel para estudar a rota do dia seguinte e realizar apontamentos. Consegui uma boa indicação de restaurante para jantar. Comida caseira e acabei ganhando de graça uma jarra de suco de limão comum.

Resolvo caminhar mais um pouco pela cidade após o jantar. Paro em uma farmácia para pedir uma informação ao dono, um senhor já de cabelos brancos e que poderia saber o que precisava. O próximo destino seria Entre Rios de Minas. Mas a dúvida estaria no após, no trecho Entre Rios de MinasCamapuãCasa Grande. Não consegui informações na internet referente à hospedagem em Casa Grande. E por estar a pé, era um local que precisaria pernoitar. O dono da farmácia não soube me informar, mas acabou chamando para a farmácia uma médica da cidade – Dona Regina. Ela já caminhou muito pela região e poderia me indicar algo. Acabei tendo dela uma péssima notícia. Comentou que em Casa Grande não há hospedagem. Tinha uma amiga de família que poderia talvez arrumar algum canto em uma casa velha fechada. Ela pegou o meu contato e ficaria de me mandar uma mensagem, repassando-me o telefone e o nome da pessoa na qual deveria entrar em contato.

A possibilidade de não haver hospedagem e os mosquitos no quarto não me deixaram dormir.

27o dia

Caminho Velho
27/setembro/2014
27,07 km percorridos
Localidades
70-29-sao-bras-de-suacui Clique para ampliar

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