Mariana noturna

Dia 20: Mariana

Por Rafael José Rorato
Adicionado ao site em 27/11/2015
Modificado pela última vez em 04/01/2016 às 20:03

O café da manhã é compartilhado com alguns atletas amadores do Iron Biker 2014. Aos poucos, a rua começa a ser tomada por ciclistas. Dirijo-me ao local de largada. Da praça vejo atletas chegando. Mulheres interessantes sobre duas rodas. É engraçado como há uma purpurina no esporte sobre rodas: triátlon, mountain bike, speed. Sempre há uma prepotência egocêntrica de um esporte elitista. Há fortes padrões de muito pé-de-vela para pouco pedal. Por isso, prefiro minhas experiências de bike estando só, ou com um grupo muito pequeno. Quer fazer uma trilha longa, não precisa de carro de apoio! Quer uma aventura ciclística surreal: vá de bike do Norte de Minas até Fortaleza (CE). Enfim.

Após a largada, que ocorreu às 9h, a cidade vai tomando o ritmo normal. Lojas abrem. Aproveito para visitar os pontos um pouco mais afastados: Seminário; Museu da Música; o Seminário Maior; a Igreja das Mercês e a Igreja de São Pedro Clérigos. Passo em frente a casa onde residiu o Mestre Ataíde. Lembro-me das pinturas dele vistas nas igrejas.

Acabo parando para almoçar em um restaurante por quilo num ambiente mais descolado. A sobremesa, obviamente, foi o café.

Quando retorno ao hotel, fui à área de convívio comum para conectar-me à internet. E eis que aparece o Bocão. Estava meio alterado, ébrio. Convidou-me para ir ao bar. Aceitei. Fomos ao Bar do Carlão. Tinha passado em frente quando cheguei em Mariana. Botecão bem simples, mas um cardápio surreal. O Bocão já pediu pinga e cerveja. Ele veio no caminho dizendo que no Carlão tem de tudo para comer. Até rã. Mas ele de modo algum comeria rã. Eu acabei pedindo: amendoim salgado, torresmo, rã e caldo de mocotó.

No bar há um jukebox. E por ser popular, fiquei surpreso com as músicas que a galera pedia. Não rolou sertanojo nem funk. Na caixa, de Zeca Baleiro a Zé Ramalho e até Pearl Jam. O Bocão e eu começamos a conversar com uma mulher. O bar tinha uma mesa de sinuca. A filha do Carlão. Pelo amor de Deus! Não dava para olhar muito, caso não quisesse levar uma garrafada na cabeça.

E o grau etílico ia aumentando e aumentando. Foi uma sessão ébria muito interessante. Ao voltarmos ao hotel, passamos pela estação de trem e o Bocão me obrigou que eu passasse no domingo no Fórum para me despedir dele.

Nem saio mais do hotel. Fiquei meio preocupado em ter que caminhar de ressaca no domingo. Pelo menos a distância era curta. A noite foi uma sessão de beber água e esvaziar a bexiga.

20o dia

Caminho dos Diamantes
20/setembro/2014
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Minhas refeições

  • Bar do Carlão
  • Ponto Certo
  • Chantilly Confeitaria

Meu pernoite

  • Hotel Central

Coisas interessantes que vi


Selfies e pessoas que encontrei

  • Carlão e Bocão
  • Carlão
  • Ébrios
  • Bocão e a pimenta
  • Ébrios (2)
  • Carlão